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O que é a Depressão Crônica?

O que é a Depressão Crônica?
A depressão é um distúrbio mental que pode acometer qualquer pessoa. Ela se caracteriza quando se apresentam sinais de tristeza profunda, perda e falta de interesse generalizado, falta de ânimo, de apetite e ausência de prazer nas pequenas coisas. As oscilações de humor também é uma característica forte da doença, que pode levar a pensamentos suicidas.
Existem diferentes tipos de depressão que são muito comuns e ouvimos pouco a respeito:
Depressão maior: normalmente é a variação mais grave e pode haver uma relação de herança genética. O indivíduo tem alterações químicas no cérebro, desencadeadas de forma física ou emocional. Apresenta muitos sintomas por mais de duas semanas e compromete as atividades diárias;
Pós-parto: onde a mãe pode gerar sintomas de rejeição ou irritabilidade com o bebê;
Depressão bipolar: mudanças constantes de humor, variando de depressão profunda a alegria excessiva em pouquíssimo tempo;
Atípica: reação contrataria a depressão, onde o indivíduo sente necessidade muito grande de dormir, comer ou até mesmo ter contato íntimo;
Afetivo sazonal: são episódios anuais de depressão e apresentam sintomas como fadiga, desejo por doces e sonolência. Estão ligados a países mais frios, com menos presença do sol, pouco relacionado ao Brasil;
Psicótica: apresenta todas os sintomas da depressão, acompanhado de delírios e alucinações convictas.
Nesse artigo, falaremos da depressão crônica.

O que é a Depressão Crônica?

Também conhecida como distimia. O principal sinal do indivíduo que sofre de depressão crônica é que o enorme sentimento de culpa que lhe acomete, além disso, pode-se sofrer doenças físicas que surgem de forma inexplicável e que vão embora do mesmo jeito. É comum ficar preso a um ciclo vicioso, onde o passado foi ruim, o presente é difícil e tem pouco sentido e o futuro sem promessas.
A realidade da pessoa que sofre dessa depressão é diferente, geralmente pessimista. Prazer e alegria são completamente diminuídos e o desespero é constante.

Sintomas

Os sintomas da distimia são muito similares ao da depressão profunda, porém se alojam de forma mais leve e com uma duração mais longa, por isso seu nome “crônica”. Pessimismo, melancolia, impaciência, irritação, dificuldade em realizar as tarefas do dia a dia são algumas reações da doença.
“Ela se inicia com sintomas típicos da depressão, porém mais leves, de longa duração e bem demarcados, ou seja, o indivíduo consegue definir quando está bem e quando não está”, diz o psiquiatra Ricardo Alberto Moreno, coordenador do Programa de Transtornos Afetivos (Gruda) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Mesmo que os sintomas de tristeza, melancolia, ausência de apetite ou de vontade de realizar atividades apareçam de vez em quando, é a duração e a frequência que determina a distimia. Uma pessoa distímica pode passar dois ou três dias por esses momentos e depois melhorar, mas voltar a senti-los em poucos dias.
O diretor tesoureiro da Associação Brasileira de Psiquiatria e presidente eleito da Associação Psiquiátrica da América Latina Antônio Geraldo da Silva, diz que a doença que pode acometer qualquer pessoa e em qualquer fase da vida. “Doenças psiquiátricas ocorrem porque o cérebro adoece. Isso tem uma característica genética e em algum momento da vida esse quadro pode aparecer”, afirma.
Estresse também é um fator de risco para a depressão, mas não é o estresse cotidiano causado pelas dores de cabeça diárias como contas e trânsito. “É o estresse que causa um impacto muito grande na pessoa e, geralmente, ela não tem capacidade para absorvê-lo. O especialista aponta que todos sofrem com estresse, mas muitos conseguem suportar e são poucos os que deprimem por conta dele: apenas 18%.
Crianças que tiveram experiências traumáticas também têm maior vulnerabilidade para depressão, que pode iniciar com a distimia. Desde essa fase da vida, é importante ter cuidado e atenção, principalmente quando relacionadas com experiencias traumáticas.

Quais os sinais de depressão?

Você pode descobrir com perguntas simples sobre o seu próprio dia a dia ou de alguém próximo que queira ajudar. A regra é apenas responder com o máximo de sinceridade, inclusive para si mesmo.
Nas últimas semanas, com que frequência sentiu algo relacionado aos temas abaixo?
  • Desempenho minhas tarefas com lentidão?
  • Meu futuro parece sem esperança?
  • Prazer e alegria fazem parte na minha vida?
  • Eu tenho dificuldade em tomar decisões?
  • Perdi interesse sobre aspectos da minha vida que costumavam ser importantes?
  • Eu me sinto triste e infeliz constantemente?
  • Sou agitado e não paro de me mover?
  • Sinto fadiga, cansaço, fraqueza?
  • É necessário um grande esforço para eu fazer coisas simples?
  • Eu sinto que sou uma pessoa culpada que merece ser punida?
  • Eu sinto que sou um fracasso?
  • Eu me sinto sem vida – mais morto do que vivo?
  • Meu sono não tem sido normal: durmo pouco, durmo demais ou de maneira irregular?
  • Eu passo tempo pensando COMO eu poderia me matar?
  • Eu me sinto preso?
  • Me sinto deprimido mesmo quando coisas boas acontecem comigo?
  • Sem fazer dieta eu ganhei ou perdi peso?
Se respondeu “mais da metade dos dias” ou “praticamente todos os dias” para mais de quatro tópicos, é bom procurar um especialista e dividir essas mesmas questões em um jogo aberto com um psiquiatra, por exemplo. O alerta é importante para que, caso a doença seja realmente diagnosticada, o tratamento seja rapidamente aplicado.

Depressão Crônica tem cura?

Embora a distimia seja uma doença grave, ela também é tratável. Como acontece com qualquer doença crônica, o diagnóstico precoce e o tratamento médico pode reduzir a intensidade e duração dos sintomas e também reduzir a probabilidade de desenvolver um episódio de depressão maior.
Para trata-la, os médicos podem usar psicoterapia (terapia de conversa), medicamentos como antidepressivos ou uma combinação de todas estas terapias. Muitas vezes, a distimia pode ser tratada por um médico de atenção primária.
A psicoterapia usa o transtorno e outros transtornos do humor para ajudar a pessoa a desenvolver as competências adequadas para lidar com a vida diária e desafiar crenças negativas e errôneas sobre si mesma. A psicoterapia também pode ajudar a aumentar a conformidade com os medicamentos e hábitos de vida saudáveis, bem como ajudar o paciente e sua família a compreender o transtorno do estado de ânimo. Você pode se beneficiar de uma terapia individual, terapia familiar, terapia de grupo ou de um grupo de apoio com outras pessoas que vivem com depressão crônica.

Como funciona o tratamento

Existem diferentes tipos de antidepressivos disponíveis para tratar a distimia. O seu médico irá avaliar a sua saúde física e mental, incluindo qualquer outra condição médica, e, em seguida, você encontrará o antidepressivo mais eficaz com menos efeitos colaterais.
Os antidepressivos podem levar várias semanas para funcionar completamente. Devem ser tomadas por pelo menos seis a nove meses depois de um episódio de depressão crônica. Além disso, às vezes, pode levar várias semanas para terminar de forma segura um antidepressivo, então deixe que o seu médico irá orientá-lo se você optar por suspender o medicamento.
Algumas vezes, os antidepressivos têm efeitos colaterais desconfortáveis. É por isso que você tem que trabalhar de perto com o seu médico para encontrar o antidepressivo que lhe dá o maior lucro com os menores efeitos colaterais.

O que mais posso fazer para me sentir melhor?

Obter um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz é um passo importante para se sentir melhor com a depressão crônica. Além disso, pergunte ao seu médico sobre os benefícios de hábitos de vida saudáveis, como comer uma dieta bem balanceada, fazer exercícios regularmente, evitar o consumo de álcool e fumar, e estar com amigos próximos e membros da família para um forte apoio social. Esses hábitos positivos também são importantes para melhorar o estado de ânimo e o bem-estar.

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